Quando você tinha lá seus 4, 6 anos você via aquele cara nos filmes/desenhos já até de aparência assustadora — o que o identificava como vilão. Se você gosta de romances desses do tipo que nunca vão acontecer, no estilo Dan Brown, a narrativa e seus elementos num fogem muito dos contos-de-fada; no entanto, na realidade, assim como naquela propaganda de uma revista aí, os vilões de hoje são difíceis de reconhecer.

"why so serious?"
Difíceis de conhecer e, às vezes, nem tão vilões. E, logo, heróis nem tão heróis, são mesmo que o ser humano realmente é, dois em um, tanto vilão, quanto herói.
O cinema, acordando para isso, mostra a dubiedade do ser humano; parece, finalmente, compreender o quão mais interessante é tratar as várias pessoas que há em uma só. Exemplo disso, é o novo “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, em que o Coringa é uma pessoa idealista com idéias que são coerentes e dignas de reflexão; em que o herói, o Batman, é um herói que se questiona se é mesmo bom para a Gothan, ou não. Portanto, extraímos a reflexão de quão imperfeitos somos nós e como nossas experiências nos influenciam.
Diante disso, um jornalista americano e republicano — ótima (!!!!!) combinação — faz a analogia de que o Batman seria o W, atual (e daqui a pouco ex) presidente dos EUA, lutando contra o famigerado terrorismo (?) — ou Eixo, Império do Mal, algo assim que tiraram da caixa da História —; para resumir, o maniqueísmo de sempre. (link em português)
Enquanto Batman, que age para acabar com o crime em Gothan, atinge para acabar com esses “criminosos”, W, além de não conseguir capturar o seu adversário (Osama), atinge pessoas inocentes — por que o povo afegão, iraquiano, é culpado pelo 11 de setembro? E mais: Batman, duvida de si mesmo, alguma vez viu W fazer o mesmo?
Aliado a isso, alguém já tentou procurar saber se idéias dos “terroristas” são tão plausíveis quanto as do Coringa, apesar de toda a loucura de matar pessoas a fim de produzir catarse?
O artigo ainda faz a inferência de que o filme “300″ produz a mesma alusão. Porém, “300″ trata de uma força militar mínima, mas destreza incrível, contra um exército extremamente menor a deles. Será que os EUA, com militares expalhados por todo mundo — o que lhes dá a maior força militar do planeta — não seria o lado contrário aos 300 de Esparta? “300″ se encaixa, assim, muito melhor no episódio da Guerra do Vietnã (shame on you, América).
Parece-me que quanto mais tentam, mais o argumento fica forçado, não?
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Para os fãs do Batman: não deixem de ler “Top 5 momentos revolucionários de “Cavaleiro das Trevas”“
